terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Descoberto o primeiro cometa brasileiro

Astrônomos amadores brasileiros descobriram um cometa no país pela primeira vez, nomeado C/2014 A4 SONEAR, no último dia 12 de janeiro.
Cristovão Jacques, Eduardo Pimentel e João Ribeiro de Barros observaram o objeto através de um telescópio robótico instalado no Observatório SONEAR, em Oliveira, cidade que fica a 120 km de Belo Horizonte, em Minas Gerais.O Observatório SONEAR, iniciativa dos brasileiros, tem como objetivo detectar objetos que passam próximos a Terra, a fim de determinar se eles vão ou não se chocar com o planeta. O equipamento funciona totalmente online – um software chamado SKYSIFT desenvolvido pelo também brasileiro Paulo Holvorcem coleta e analisa informações para classificar objetos vistos no hemisfério sul celeste como conhecidos ou desconhecidos.
Quando os astrônomos amadores analisaram os dados naquela noite, souberam que se tratava de um objeto novo, mas não identificaram de cara que era um cometa – o foco do observatório é em asteroides (eles já descobriram 16 deles, inclusive nomeando um em homenagem ao primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes).
A descoberta do objeto foi feita a partir de imagens coletadas com uma câmera CCD acoplada ao telescópio robótico projetado pelo engenheiro brasileiro Marcelo Moura, cujo espelho foi fabricado no Brasil, pelo especialista em óptica Sandro Colleti. 
“Todo o equipamento usado na descoberta é brasileiro”, conta Cristovão Jacques, que é engenheiro e físico, mas gosta de se dedicar à astronomia sempre que pode. “Com a invenção da tecnologia CCD e a digitalização, ficou mais fácil fazer observações e ajudar os astrônomos profissionais”.
Graças às primeiras imagens feitas no SONEAR, outros observatórios puderam fazer suas próprias medições do objeto. Os astrônomos Ernesto Guido, Nick Howes e Martino Nicolini, ligados ao Observatório Remanzacco, na Itália, coletaram 19 imagens a partir de um telescópio robótico instalado em Siding Spring (Austrália), e concluíram que as características do objeto apontavam para sua classificação como um cometa.Mais 25 imagens feitas pelo Telescópio Faulkes do Sul no dia 14 comprovaram que o objeto descoberto era de fato um cometa, com uma difusa coma de 8 arcosegundos de diâmetro.
A descoberta foi oficialmente confirmada pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) em 16 de janeiro, e o cometa foi batizado de C/2014 A4 SONEAR. 

O objeto 

C/2014 A4 SONEAR é um cometa de órbita parabólica, provavelmente originado da Nuvem de Oort (nuvem esférica de cometas e asteroides localizada nos limites do sistema solar). Quando detectado, o cometa se encontrava a cerca de 5.68 UA (Unidade Astronômica, equivalente a cerca de 149.5 milhões de km) da Terra e 6.33 UA do sol.
Sua órbita é altamente inclinada em 121 graus. O objeto deve atingir o periélio (ponto em que está mais próximo do sol) em 11 de setembro de 2015, quando passará a 3.82 AU do astro, cerca de 571 milhões de quilômetros. 

No brasil por brasileiros 

O C/2014 A4 SONEAR é o primeiro objeto desse tipo descoberto no Brasil por brasileiros e oficialmente confirmado pela IAU.
No entanto, descobrir um cometa não é uma grande novidade por aqui – registros históricos apontam que, em 12 de maio de 1500, logo após a vinda de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, o médico e astrônomo da esquadra, João Faras, descobriu o cometa Cabral, homenageando o comandante da expedição – o problema é que nem Cabral nem João Faras eram brasileiros.
Em 16 de dezembro de 1652 foi descoberto um cometa de magnitude 2 a 3 em Recife, registrado em uma gravura holandesa. O mesmo cometa foi observado por Hevelius em 20 de dezembro de 1652 e é oficialmente conhecido como cometa Hevelius. Não há evidências de que ele tenha sido descoberto por um brasileiro nato – talvez o descobridor tenha sido holandês.
Não demorou muito e brasileiros começaram a participar de descobertas, às vezes identificando cometas pouco tempo depois que outros o faziam – e, portanto, perdendo a oportunidade de nomeá-los.
Em 28 de dezembro de 2002, Paulo Holvorcem descobriu o cometa C/2002 Y1, mas usando imagens coletadas no céu dos EUA. Holvorcem participou de muitas outras descobertas, como C/2005 N1 (Juels-Holvorcem), C/2011 K1 (Schwartz-Holvorcem), C/2013 D1 (Holvorcem) e C/2013 U2 (Holvorcem), mas nunca no céu brasileiro.
Como resultado, o C/2014 A4 SONEAR é o primeiro cometa descoberto por brasileiros no Brasil.
“Foi bacana, algo inédito. Tenho recebido cumprimentos de vários astrônomos, até do exterior. Descobrir um cometa não é algo trivial, ainda mais algo tão difuso”, diz Jacques.
O engenheiro explica que o céu do hemisfério sul é muito menos observado que o norte, em grande parte por haver menos investimento, e consequentemente menos observatórios, por aqui. Sendo assim, o trabalho que eles fazem no SONEAR se destaca.
“Meu prazer é descobrir coisas novas. Espero que isso incentive mais pessoas a fazerem buscas pelo nosso céu e encontrarem mais objetos no hemisfério sul, que é tão carente de observações”, afirma Jacques.
Fonte: Hypescience 
#EinsteinJV 

Míssil nazista V-2. ~Do V-2 à Lua~

 O mundo de hoje poderia ser bem diferente se algumas das tecnologias e invenções da Segunda Guerra Mundial não tivessem surgido – e se outras tivessem chegado mais cedo ao front de batalha. Viagens de avião transcontinentais, radares, energia nuclear, computadores e conquistas espaciais – instrumentos para o progresso da humanidade em tempos de paz – 
  A evolução da aviação e seus sistemas de armas entre 1939 e 1945, com destaque para o emprego de caças, bombardeiros, foguetes e outras tecnologias de propulsão. A importância das modificações na indústria aeronáutica aceleradas pela guerra e que repercutem até nossos dias.


Míssil V-2 sendo lançado.











  Um dos principais responsáveis pela bem-sucedida viagem à Lua da missão Apollo 11 foi o engenheiro alemão Wernher von Braun. Especialista em foguetes, ele colaborara com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Ao lado da esposa Maria (1973)
  Nascido em 1912, Von Braun foi, segundo a descrição que consta do site da Nasa, "um dos mais importantes desenvolvedores de foguetes e campeão da exploração do espaço durante o período entre 1930 e 1970".
  O engenheiro nascido em Wirsitz (hoje Wirzyzk, na Polônia) se tornou um cidadão dos Estados Unidos em 1955 e morreu em 1977 no estado da Virgínia, vítima de câncer no fígado, aos 65 anos.

  Mísseis V2 e o nazismo
  Para realizar o sonho de construir foguetes, em 1932 ele ingressou no Exército alemão para trabalhar na construção de mísseis balísticos. Paralelamente, seguiu seus estudos, obtendo um doutorado em Física em 1934.
  Von Braun obteve fama por ter liderado a equipe que produziu os primeiros mísseis balísticos, os V2, utilizados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Até hoje, o papel do engenheiro nesse projeto é alvo de debates e polêmicas.
  Os foguetes eram produzidos na fábrica de Nordhaussen, perto do campo de concentração de Dora, conhecido pelo uso de trabalhos forçados. Estima-se que milhares de pessoas morreram durante a produção dos mísseis V2.
  Com 15 metros de comprimento e pesando 12 toneladas, tais mísseis desenvolviam uma velocidade superior a 5.000 quilômetros por hora e eram equipados com motores movidos a combustível líquido.
 Eles podiam carregar mais de uma tonelada de explosivos por até 750 quilômetros. A partir de setembro de 1944, seu potencial de desvastação foi comprovado em ataques a diversas cidades europeias, principalmente a Londres e a Antuérpia.

Rendição aos EUA

  No início de 1945, Von Braun percebeu que a Alemanha perderia a guerra e começou a organizar sua rendição, junto com cerca de 500 dos melhores cientistas e pesquisadores alemães, às forças dos Estados Unidos.
Nos 15 anos que se seguiram ao final da Segunda Guerra Mundial, Von Braun e equipe trabalharam no desenvolvimento de mísseis balísticos para o Exército dos Estados Unidos, incluindo os mísseis Júpiter.
  Em 1960, seu centro de pesquisa e desenvolvimento de foguetes foi transferido do Exército para a então recém-criada agência espacial Nasa. As instruções eram claras: trabalhar na construção dos gigantescos foguetes Saturno.
Isso incluía o mais importante de todos, o Saturno V, que equipou tanto a missão Apollo 8 – que levou os astronautas à órbita lunar – quanto a Apollo 11, que pela primeira vez levou um ser humano a pisar no satélite terrestre.
Quando Armstrong desceu do módulo lunar, Von Braun estava na base de controle da Nasa, em Houston, aplaudindo o feito.

Saiba mais sobre Wernher von Braun clicando aqui. (esta página tem que ser traduzida)

Vivemos em uma época perigosa. O homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo.

— Albert Schweitzer

#ÍcΔrus.


                                                                      

Confira a primeira imagem da teia cósmica que liga o universo


Algo que sempre foi uma concepção invisível para os astrônomos acaba de se revelar em uma imagem muito esperada por eles e por toda a comunidade científico-espacial. A chamada teia cósmica é o termo usado para os aglomerados de milhões de galáxias, que formam algo como um emaranhado de redes tridimensionais.
Os astrônomos descobriram um quasar distante iluminando uma grande nebulosa de gás difuso, revelando pela primeira vez parte da rede de filamentos que se pensa conectar galáxias em uma teia cósmica.
A imagem é parte de um estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, e publicado no dia 19 de janeiro na revista científica Nature. 
"Este é um objeto muito excepcional: é enorme, pelo menos duas vezes maior que qualquer nebulosa detectada antes, e se estende bem além do ambiente galáctico do quasar", disse o autor do estudo, Sebastiano Cantalupo.
De acordo com o que informou o site da Universidade da Califórnia, de Santa Cruz, esta imagem que você vê acima mostra a nebulosa (em azul) que se estende através de 2 milhões de anos-luz e foi descoberta em torno do quasar brilhante UM287 (no centro da imagem).
Segundo os astrônomos que fizeram o registro, a radiação energética do quasar faz com que gás intergaláctico circundante brilhe, revelando a morfologia e propriedades físicas de um filamento da teia cósmica. 

Luzes e Filamentos 

De acordo com os especialistas em astronomia, o modelo cosmológico padrão de formação de estruturas do universo prevê que galáxias são incorporadas em uma rede cósmica de matéria, sendo que a maioria (cerca de 84%) é matéria escura invisível.
Esta teia com seus filamentos é geralmente vista em simulações computadorizadas da evolução da estrutura do universo, que mostra a distribuição da matéria escura em grandes escalas.
Até agora, no entanto, esses filamentos nunca haviam sido realmente vistos. O gás intergaláctico foi detectado pela sua absorção de luz a partir de fontes luminosas de fundo, mas os resultados não revelam a forma como ele é distribuído. Neste estudo, os pesquisadores detectaram o brilho fluorescente de gás hidrogênio resultante da sua iluminação por intensa radiação do quasar.
"Este quasar é um gás difuso iluminado em escalas bem além de qualquer que já vimos antes, proporcionando-nos a primeira imagem de gás estendida entre as galáxias. Ele fornece uma visão fantástica para a estrutura global do nosso universo", disse o coautor do estudo, J. Xavier Prochaska, professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.
"Nós estudamos outros quasares desta forma, sem a detecção de tal gás estendido. A luz do quasar é como um feixe, e, neste caso, tivemos sorte que a ‘lanterna’ esteja apontando na direção da nebulosa, fazendo-a brilhar. Nós pensamos que esta é parte de um filamento que pode ser ainda mais extenso, mas só conseguimos ver a parte que é iluminada pela emissão da radiação do quasar”, disse Cantalupo. 
Fonte: Megacurioso 
#EinsteinJV 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Qual é o verdadeiro significado de SOS?


Certamente você já deve ter ouvido falar em Samuel Morse e o sistema de letras e números que ele inventou. Os pontos e traços que formam o código Morse foram usados por muitos anos como um dos principais meios de comunicação entre navios e aviões.
Nesse sistema, a “sigla” SOS era formada pela simples combinação de três pontos, três traços e três pontos, como você pode ver na imagem acima. Com o passar do tempo, esse código ficou universalmente conhecido como um aviso de perigo e, por ser vastamente usado na navegação, acabou sendo associado com expressões como “Save Our Ship” (“Salve nosso navio”, em tradução livre) ou “Save Our Souls” (“Salve nossas almas”, também em tradução livre).
Apesar dessas associações fazerem sentido, a grande verdade é que SOS não é uma sigla e não tem significado nenhum. Mas não fique decepcionado, caro leitor, pois existe uma boa explicação por trás de tudo isso. 

O surgimento do SOS 

Agora você deve estar se perguntando de onde as pessoas tiraram que SOS – que não tem significado nenhum – indica um sinal de perigo, não é mesmo? Pois saiba que essa combinação de letras foi escolhida para um aviso tão importante justamente por sua simplicidade. Fácil de lembrar e fácil de ser entendida, a sequência de pontos e traços foi sugerida na segunda Conferência Radiotelegráfica de Berlim em 1906.
Logicamente, nem todas as pessoas aderiram ao novo código logo em seguida. Antes do SOS, o chamado vastamente utilizado era CQD. Essa combinação surgiu em 1904, quando Guglielmo Marconi usou o chamado geral britânico (CQ) e adicionou a letra D para indicar “perigo” (“distress”, em inglês).
Assim como aconteceu com o SOS, as pessoas associaram o chamado de CQD com “Come Quick Danger” (“Venha Rápido Perigo”, em tradução livre), mas na verdade o código poderia ser interpretado como “Todas as estações, perigo”.
Por ser uma combinação simples e quase impossível de ser confundida, o SOS foi oficializado em 1908. 
Fonte:Megacurioso  
#EinsteinJV

domingo, 19 de janeiro de 2014

15 Curiosidades do mundo

O mundo é realmente um caixinha de surpresas. São tantas as curiosidades, fatos e histórias que não conhecemos, e que só mesmo a internet pode nos apresentar, derrubando fronteiras geográficas e diferenças de idiomas e culturas.

Vamos conhecer agora algumas curiosidades sobre esse nosso imenso planeta Terra, e sobre as diversas sociedades que nele habitam.

1 – O Sol libera mais energia em um segundo do que todas as fontes de energia que a humanidade já consumiu em toda a sua existência.

2 – Na Austrália, é considerado ilegal vestir calça cor de rosa depois do meio-dia de domingo.

3 – Pesquisadores acreditam que o clima tropical favorece o nascimento de bebês do sexo feminimo.

4 – No Japão, o ato de dar gorgeta é considerado falta de educação.

5 – Na China, é preciso ser inteligente para ter o direito de frequentar uma escola.

6 – Pesquisadores afirmam que a poluição ajuda a reduzir o nascimento de bebês do sexo masculino no mundo todo.

7 – A única seleção de futebol que nunca perdeu um jogo para o Brasil é a Noruega.

8 – A cada um minuto, 50 bíblias são vendidas no mundo.

9 – Existem cerca de 850 episódios perdidos do seriado Chaves, sucesso em vários países da América Latina.

10 – O Japão é um país com território apenas um pouco maior  do que o Rio de Janeiro somado a São Paulo. Entretanto, é uma nação muito mais rica do que o Brasil, país que tem dimensões continentais, mas que continua atrasado em muitas questões econômicas e sociais.

11 – Os relâmpagos matam mais do que outros fenômenos naturais, como vulcões, furacões e terremotos.

12 – Os russos atendem ao telefone dizendo "Estou ouvindo".

13 – 15% das mulheres norte-americanas mandam flores para si mesmas no dia dos namorados, o Valentine’s Day.

14 – Se as doenças do coração, o câncer e o diabetes fossem erradicados do mundo, a expectativa de vida do homem seria 99,2 anos.

15 – O Oceano Atlântico é mais salgado que o Oceano Pacífico.

Fonte:Site de Curiosidades 

#EinsteinJV

sábado, 18 de janeiro de 2014

Rocha aparece misteriosamente em fotos da sonda Opportunity em Marte

As imagens acima mostram, à esquerda, uma foto tirada 3.528 dias após a chegada da sonda Opportunity em Marte. Logo à direita, você pode conferir a mesma área fotografada 12 dias depois da primeira imagem. Observou a diferença? Como é que aquela pedra foi parar ali?
Os cientistas da NASA disseram que foi uma surpresa geral ver algo que não estava lá antes. Um dos especialistas que apresentaram as imagens é Steve Squyres, que debateu sobre o assunto em um evento especial que comemora uma década da exploração de Marte com a sonda.
A apresentação aconteceu ontem à noite no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, Califórnia. Os cientistas afirmaram que não sabem exatamente como a rocha apareceu lá. Seria a obra de um marciano brincalhão? Ou de um vento mais forte no planeta? Mas os especialistas têm as suas teorias.
A primeira é que a pedra tenha acabado de desembarcar por lá, ejetada pelo impacto de um meteorito perto da área. A segunda teoria é que a sonda empurrou-a com uma das rodas que agora está presa. Confira abaixo algumas considerações de Steve Squyres durante o evento da NASA:
“Meu maior palpite sobre esta rocha é que é algo que estava nas proximidades. Devo salientar que eu estou supondo que isso tenha acontecido quando a sonda fez uma volta no lugar de um ou dois metros de onde esta pedra encontra-se agora e passou sobre ela, o que fez com que ela fosse lançada à frente. A rocha então virou, por isso estamos vendo um lado que não tenha visto a atmosfera marciana em bilhões de anos. É apenas um golpe de sorte”. 
Fonte:Megacurioso 
#EinsteinJV

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Astrônomos apresentam primeira 'previsão do tempo' para estrela anã - espécie de versão fracassada de astro normal

Estrela anã marrom é uma espécie de astro 'fracassado', que não adquiriu massa suficiente

Novas observações do telescópio Spitzer, da agência espacial americana Nasa, revelam nuvens turbulentas que circulam ao redor da estrela anã marrom.Estrelas anãs marrons são consideradas uma espécie de versão "fracassada" de um astro normal, já que elas não conseguiram adquirir massa suficiente para sustentar o contínuo processo de fusão de átomos.A previsão meteorológica foi divulgada no 23º encontro da Sociedade Americana de Astronomia, em Washington.
'Deixe nevar'
É o retrato mais detalhado já feito de um planeta fora do sistema solar.Ao comentar o estudo, o professor Adam Burgasser, da Universidade da Califórnia, fez uma brincadeira com a canção de jazz "Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!"."Vamos todos cantar a previsão de nossa estrela anã mais próxima: deixe nevar pedras, deixe nevar areia, deixe nevar minerais", disse Burgasser.Os astrônomos usaram o Spitzer para analisar 44 estrelas anãs marrons diferentes no sistema de Luhman 16AB – o mais próximo da Terra com presença de estrelas anãs, a 6,5 milhões de anos-luz do nosso sistema.Eles encontraram evidências de clima em apenas metade delas. "As tempestades em estrelas marrons são muito mais violentas e variáveis", diz Aren Heinze, da Stony Brook University, de Nova York."A chuva é quente demais para virar água. Provavelmente se trata de ferro derretido e silicatos (areia)."Na medida em que os astros giravam ao redor do próprio eixo, os astrônomos observaram mudanças no brilho da superfície – sinais da existência de nuvens.
Ilustração mostra como seria o clima na estrela anã marrom