quarta-feira, 12 de março de 2014

O que é a matéria escura?

Calcula-se que 95% da massa do universo é composta de um material que os cientistas não podem observar diretamente, a chamada matéria escura, este ingrediente bizarro e misterioso não emite luz ou energia. Então, por que os cientistas pensam que ela existe?


Uma definição aceita do que seria matéria escura é que ela seja um tipo de matéria que explica a grande parte da massa total do universo. A matéria escura não pode ser vista diretamente com telescópios; evidentemente não emite nem absorve radiação eletromagnética de luz ou de qualquer outro tipo, em qualquer nível significativo o que lhe rende o nome de matéria escura.

Embora ela não possa ser vista é possível mensurar a força gravitacional que ela emite, motivo esse que sustenta a hipótese de sua existência.

Em meados dos anos de 1930, o astrônomo húngaro Fritz Zwicky, calculou a massa de certas galáxias, o calculo o levou a perceber que a massa que ele havia calculado era cerca de quatrocentas vezes maior do a massa obtida pela observação das estrelas, Essa seria explicada pela massa de matéria escura.

Segundo os cálculos de Fritz, a matéria escura não seria apenas mais um detalhe na composição do Universo, e, sim, seu principal ingrediente.

A escala do universo

O site HT Twins, administrado por Cary e Michael Huang, criou um aplicativo que mostra as escalas do universo.
Usando a barra de rolagem para ampliar ou diminuir o zoom, você passeia pelas diversas “escalas” de tamanho (em metros) das mais variadas coisas do universo. Desde o tamanho de uma partícula de Neutrino até a imensidão do universo.



Clicando nos itens você pode acessar algumas informações sobre eles, mostrando dados de medidas e algumas curiosidades. O mais legal é que existe a opção de linguagem, com a opção de deixar o aplicativo totalmente em português.

Clique aqui para conferir e se impressionar com a escala do universo.

Fonte: Hypescience



segunda-feira, 10 de março de 2014

Nasa anuncia missão para lua de Júpiter que pode ter vida

Agência espacial anunciou plano de US$ 15 milhões para enviar missão não tripulada para Europa, a ser lançada após 2020.

Cientistas especulam se Europa, que é apenas uma das luas de Júpiter, pode ter vida (Foto: AP Photo/NASA ) 
Cientistas especulam se Europa, que é apenas uma das luas de Júpiter, pode ter vida (Foto: AP Photo/NASA )

A agência espacial americana, anunciou planos de enviar uma missão não tripulada a Europa, a lua de Júpiter coberta de água e apontada por cientistas como um local onde pode haver vida.
A Nasa já separou US$ 15 milhões em sua proposta de orçamento para 2015 para iniciar o projeto. O lançamento da missão deve ocorrer, porém, só após 2020.
O administrador da agência, Charles Bolden, fez o anúncio da missão. A pedido do governo americano, a Nasa apresentou o orçamento para o ano fiscal de 2015 já prevendo este projeto.
Bolden destacou que no ano que vem a Nasa continuará a desenvolver "missões científicas que irão longe em nosso sistema solar, revelarão aspectos desconhecidos de nosso universo e fornecerão conhecimentos importantes sobre nosso planeta".
"Estão incluídas verbas para missões para Marte e a formulação (de um projeto) para uma missão para a lua de Júpiter, Europa", acrescentou.

Não foram divulgados mais detalhes a respeito da missão para Europa, mas a chefe do setor financeiro da Nasa, Elizabeth Robinson, confirmou na terça-feira que a missão só será iniciada na próxima década.
Segundo Robinson, o ambiente com muita radiação que predomina em volta de Júpiter e a distância da Terra serão os grandes desafios para este projeto.
A Nasa vai analisar várias ideias para uma missão a Europa e, por isso, a agência ainda não sabe o tamanho ou o custo exato do projeto, disse Robinson.
Para a chefe do setor financeiro da agência, um dos grandes objetivos será a busca de vida na água líquida que está logo abaixo da superfície coberta de gelo da lua de Júpiter.
Quando a Nasa enviou a sonda Galileu para Júpiter, em 1989, foram necessários seis anos para que a sonda chegasse ao quinto planeta do Sistema Solar.
Outras sondas da Nasa já passaram perto de Europa, especialmente a Galileu, mas nenhuma se concentrou especificamente na lua, que é uma das dezenas que orbitam Júpiter.
Cientistas acreditam que Europa é um ambiente promissor para a vida. Em 2013, foram descobertos jatos de água sendo expelidos através do gelo que cobre a lua.

fonte: BBC/ G1

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Embalagens inteligentes


Pesquisadores da USP criam películas para acondicionamento de alimentos que podem identificar se o produto está estragado ou se pode ser conservado durante mais tempo nas prateleiras dos supermercados.
Por: Fernanda Távora
 


Com a nova embalagem inteligente, será possível identificar nas prateleiras dos supermercados se o produto está estragado. (foto: Sxc.hu)
Saber se um alimento está impróprio para o consumo não depende apenas da data de validade impressa no pacote. Muitas vezes, o tempo de prateleira pode ser mais curto do que o esperado, devido a possíveis fissuras na embalagem que permitam a entrada de microrganismos. Para evitar qualquer dúvida nesse sentido, pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma embalagem que muda de cor para indicar o estado de conservação de um alimento.
Trata-se de uma película, parecida com um filme plástico de embalagens, feita à base de fécula de mandioca, matéria-prima orgânica, renovável e biodegradável
Trata-se de uma película, parecida com um filme plástico de embalagens, feita à base de fécula de mandioca, matéria-prima orgânica, renovável e biodegradável. Segundo a pesquisadora responsável pelo estudo, a engenheira de alimentos Carmen Tadini, do Departamento de Engenharia Química da USP, a escolha deve-se ao fato de a mandioca ser abundante no país e conter amido, já empregado na fabricação de películas biodegradáveis em pesquisas anteriores. “No caso do Brasil, utilizar essa matéria-prima é uma oportunidade de mercado interessante para os agricultores”, aponta.
A película recebe ainda um pigmento retirado da casca da uva chamado antocianina, que é responsável pela variação da cor da embalagem quando o produto está se deteriorando. O pigmento faz a embalagem mudar de coloração à medida que o pH (grau de acidez) do alimento se altera, devido à sua decomposição. “Em estado natural, a antocianina está associada ao processo de amadurecimento de frutas e vegetais de cor roxa ou avermelhada”, explica Tadini. “Quando amadurecidos, os frutos também sofrem uma variação no pH e o pigmento entra em ação, alterando a cor.”

Nova embalagem
 
A embalagem, originalmente em tom avermelhado (à direita), muda sua cor para tons de cinza quando o alimento está se deteriorando. No exemplo acima, o produto foi testado com um pedaço de peixe cru. (foto: divulgação)
A eficiência da película foi comprovada por meio de testes com peixe cru em laboratório. “Colocamos os pedaços em potes e depois tampamos os recipientes com a película, sem colocá-la em contato direto com o alimento”, conta Tadini. “Conforme o peixe vai se deteriorando, bases nitrogenadas vão sendo liberadas como resultado da quebra da proteína. Essas bases são voláteis e são elas que dão o cheiro de peixe estragado. O ambiente onde o peixe cru está fica com pH básico e o filme muda de cor, passando do seu vermelho característico para uma cor acinzentada.”
A cor da embalagem ajudaria os consumidores a se certificar que os produtos das prateleiras ainda estão aptos para o consumo. A ideia dos pesquisadores é que, quando a película começar a ser comercializada, seja disponibilizada nas gôndolas de supermercado uma paleta de cores que correlacione a embalagem com o estado de conservação do alimento.

Alternativas sustentáveis

A criação de embalagens funcionais biodegradáveis faz parte de um projeto empreendido pela equipe do Laboratório de Engenharia de Alimentos da Escola Politécnica da USP. Segundo Tadini, o objetivo é, além de criar uma alternativa sustentável para o filme plástico, agregar algum tipo de funcionalidade à embalagem.
O grupo vem estudando também a formulação de outra embalagem – uma ‘embalagem ativa’ – que promete aumentar a validade do produto na prateleira. Totalmente criado com elementos biodegradáveis (também à base de fécula de mandioca), o filme libera compostos naturais que ajudam na conservação de alimentos combatendo o desenvolvimento de microrganismos.
Essa característica, obtida pela adição de óleos essenciais de cravo e canela, torna a embalagem uma alternativa para a indústria que aplica aditivos diretamente no alimento embalado como forma de prevenir a contaminação. “Os óleos essenciais são colocados na formulação da película e interferem no desenvolvimento de alguns fungos, evitando que proliferem”, explica Tadini.
Filmes para embalagem
Os filmes são produzidos com fécula de mandioca e antocianina, pigmento retirado da casca da uva responsável pela variação da cor da embalagem quando o produto está se deteriorando. (foto: divulgação)
Os dois filmes recebem ainda partículas de argila para aumentar sua resistência e capacidade de impermeabilização, evitando o contato com a umidade do ambiente, que favorece o desenvolvimento de microrganismos.
Segundo Tadini, foram encaminhados pedidos de patente das duas embalagens e já há empresas interessadas na fabricação dos produtos. No entanto, ainda não foi desenvolvido um processo de produção em larga escala. “É preciso que se crie um modo de produção que possa suprir a necessidade da indústria e transformar o filme em um produto competitivo”, completa.

Fonte: CienciaHoje Uol

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quinta-feira, 6 de março de 2014

As 10 mais belas imagens de Hubble



Registro da visão da borda da galáxia NGC 4013. 

O objeto Herbig-Haro 110 é um jato de gás quente que sai de uma estrela recém-nascida. Ao contrário dos outros Herbig-Haro, o 110 aparece sozinho, e não em par.


 Imagem do Hannys Voorwerp (Objeto de Hanny, em holandês). Esta estranha "coisa" verde é na verdade uma gigantesca bolha de gás de 300 mil anos luz de diâmetro próxima a uma galáxia e que brilha devido a um jato de energia que é emitido do núcleo da galáxia


As manchas à direita são resultantes do impacto do cometa Shoemaker-Levy 9 em Júpiter, um dos mais importantes registros do Hubble


Agrupamento de galáxias Abell 2218


O Balé Celestial ARP 87


Berçário de Estrelas NGC 604


Saturno e seus anéis maravilhosos


Galáxia Espiral NGC 628


Campo Ultra Profundo
A primeira vista a imagem ao lado se parece com uma montagem, onde se vê diversas galáxias, estrelas e objetos distantes. Mas a cena é bem mais que isso. Ela retrata uma pequena região na constelação Fornax e é a mais profunda imagem do Universo jamais visto no espectro visível. A cena contém aproximadamente 10 mil galáxias vistas em um espaço de apenas um décimo daquele ocupado pela Lua Cheia.

A cena levou quatro meses para ser feita, entre setembro de 2003 e janeiro de 2004, e mostra objetos localizados há mais de 13 bilhões de anos-luz. O objeto mais tênue registrado na imagem tem menos de 4 bilionésimos do brilho que podemos ver com nossos olhos e representam as primeiras estrelas criadas no Universo.









domingo, 2 de março de 2014

Caçador de planetas

Nos últimos 25 anos, mais de mil planetas foram descobertos fora de nosso Sistema Solar. Alguns desses exoplanetas são rochosos como a Terra, mas nenhum se parece com ela a ponto de ser habitável. Uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA) em parceira com pesquisadores de vários países, inclusive do Brasil, pode mudar esse panorama em um futuro não tão distante com o lançamento de um supertelescópio espacial que promete vasculhar mais de um milhão de estrelas em busca de planetas gêmeos da Terra.
Chamado de Plato (do inglês, Planetary Transits and Oscillations of Stars), o equipamento, ainda no papel, é, na verdade, um satélite com 34 telescópios e 136 câmeras acopladas que permitirão ver em detalhes os menores e mais distantes exoplanetas. A missão, estimada em um bilhão de euros, foi aprovada este mês pela ESA e o lançamento do satélite está previsto para 2024, quando será levado pela nave russa Soyuz até uma órbita entre o Sol e a Terra. O supertelescópio terá a capacidade de medir os tamanhos, as massas e, por consequência, as idades dos planetas e sóis que encontrar. Com essas informações, os cientistas poderão saber se esses sistemas solares são parecidos com o nosso e, portanto, poderiam abrigar vida.
“O Plato vai iniciar um novo capítulo na exploração dos exoplanetas”, diz a astrônoma líder da missão, Heike Rauer, do Centro Aeroespacial Alemão (DLR). “Esperamos encontrar planetas que orbitem a chamada ‘zona habitável’ de suas estrelas.”
A zona habitável a que se refere a cientista é qualquer região em que um planeta consiga manter água líquida em sua superfície, requisito indispensável para a existência de vida. No caso de nosso Sistema Solar, a Terra está nessa zona privilegiada. Em outro sistema, essa zona poderia ser mais próxima ou mais distante do sol, dependendo do tamanho e da idade da estrela e das características do planeta.
Na procura por planetas nessas condições, os cientistas vão usar dados preciosos obtidos pelo Plato, como a medição da luz das estrelas. Uma das técnicas que serão usadas para encontrar esses planetas é observar se uma determinada estrela tem sua luz interrompida, o que indicaria a passagem de um planeta em frente a ela.
É a luz das estrelas também que permitirá saber a massa, o tamanho e a idade dos astros analisados. “As oscilações estelares são uma espécie de digital da relação da massa da estrela com seu raio e essas duas grandezas são exatamente os parâmetros que nos permitem ver a evolução temporal da estrela e, logo, a sua idade”, explica o físico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) José do Nascimento Jr., um dos cinco brasileiros envolvidos na missão, alocados na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Mackenzie (SP) e no Instituto de Tecnologia Mauna (Havaí).
Atualmente, esse tipo de medição só pode ser feito pelos telescópios espaciais Kepler e Corot, mas não com a precisão que o Plato oferecerá. 

Participação brasileira 

Depois de lançado, o telescópio passará três anos coletando dados até que a análise da informação comece. Quando essa etapa chegar, os cientistas brasileiros envolvidos no projeto, que já participam ativamente da preparação da missão, terão que arregaçar ainda mais as mangas.
O trabalho brasileiro será direcionado para a identificação de estrelas semelhantes ao nosso Sol que possam servir de base do sistema solar de um planeta habitável. “Iremos explorar a física relacionada com a atividade magnética das gêmeas e análogas solares, bem como sua evolução temporal”, conta Nascimento Jr. 
Os brasileiros já têm ampla experiência no estudo dessas estrelas. A primeira gêmea solar observada, a 18 Scorpii, foi identificada por um cientista daqui, o astrônomo Gustavo Mello, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1997. De lá para cá, pesquisadores de instituições nacionais identificaram cinco das cerca de 20 estrelas desse gênero conhecidas, entre as mais recentes, a HIP 102152

Planeta solitário? 

   Em última instância, o que a missão Plato procura responder é se estamos sozinhos no universo como único planeta habitado ou não.


“Plato está em perfeita sinergia com os supertelescópios que vêm sendo construídos recentemente; com eles poderemos encontrar novos planetas Terra e, possivelmente, vida, para enfim responder a indagação de como evoluímos e como permanecemos aqui neste planeta azul em torno desta estrela chamada Sol”, comenta Nascimento Jr. E completa: “Seria o Sistema Solar uma raridade na galáxia?”
Os dados do satélite servirão para uma espécie de triagem de potenciais sistemas solares habitáveis que poderão ser mais bem analisados com telescópios hoje ainda em construção, como o ELT (Extremely Large Telescope). Esse equipamento será capaz de determinar a composição da atmosfera de um exoplaneta e ajudar os cientistas a ter mais clareza sobre a presença de vida. 
#EinsteinJV 

Os mistérios da matéria escura


No congresso, uma equipe franco-canadense apresentou as maiores imagens já vistas da chamada matéria escura, a misteriosa substância que compõe 85% do universo.
As imagens cobrem um espaço cem vezes maiores que aquele até então captado pelo telescópio Hubble e são compatíveis com as teorias em voga até então.
Na nova imagem, os aglomerados de matéria escura podem ser visto circundando as galáxias, conectados por filamentos soltos de matéria escura.
As teorias da matéria escura indicavam que ela formaria uma intrincada e gigante rede cósmica. É exatamente o que vemos nesses dados, uma rede cósmica abrigando as galáxias, a matéria escura não emite nenhum tipo de radiação eletromagnética e por isso não pode ser observada, sozinha, por telescópios. Ela pode, no entanto, ser detectada por meio de um estudo de como a luz é refletida por elementos que ficam à sua volta. As quatro imagens foram feitas em diferentes estações do ano, cada uma capturando uma parcela do céu que, vista da terra, é tão grande como a palma de uma mão.
Essas descobertas constituem um grande salto adiante no entendimento da matéria escura e da forma como ela afeta o jeito que vemos a matéria normal nas distintas galáxias pela noite. Juntas, as imagens mostram mais de 10 milhões de galáxias, cuja luz traz indícios da estrutura mais ampla da matéria escura.
A Teoria da Relatividade de Einstein nos diz que a massa altera o espaço e o tempo, então quando a luz chega até nós, vinda do universo, caso cruze a matéria escura, essa luz torna-se curva e a imagem que vemos é distorcida.