sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O buraco do ozono não se vai curar antes de 2070

Investigadores ligados à agência espacial norte-americana NASA afirmam que a proibição mundial de utilização de químicos que destroem a camada de ozono da Terra ainda não teve qualquer efeito mensurável.

As alterações registadas anualmente nas dimensões do buraco da camada de ozono existente sobre a Antártida são resultado de variações naturais das correntes atmosféricas e não um sinal de recuperação, segundo estudos apresentados esta quarta-feira na conferência anual da American Geophysical Union.
"O ozono é produzido nos trópicos, mas é transportado pelos ventos para a região polar", afirmou a cientista Anne Douglass,citada pelo site especializado Space.com. "Esse transporte varia um pouco de ano para ano", acrescentou a investigadora do projeto Aura da NASA, que mede as alterações atmosféricas.
Os dados mais recentes permitem concluir que a simples medição do tamanho do buraco da camada de ozono não é a melhor forma de perceber até que ponto a atmosfera do planeta está a recuperar.
Os investigadores preveem que só a partir de 2025 será possível começar a registar resultados da proibição de libertação para a atmosfera de substâncias químicas destruidoras de ozono, os clorofluorcarbonetos (CFC), decidida nos anos de 1990. E que não é expectável que o buraco esteja "curado" antes de 2070.
A camada de ozono, que se situa a cerca de 20 a 30 quilómetros acima da superfície do planeta, serve como proteção dos raios ultra-violeta do Sol, capazes de provocar cancro na pele e outras doenças no ser humano.

A Profeta da Web


SÃO PAULO - Assim como tantos jornais, revistas e outras publicações, o New York Times é uma poderosa fonte de informação de eventos passados. Contudo, será que ele poderia prever o futuro? A cientista israelense Kira Radinsky, mais conhecida como a “profeta da web”, diz que sim.
Com apenas 27 anos, Kira já é um prodígio na área de ciência e tecnologia. Ela desenvolveu um sistema único que alerta possíveis futuros desastres, epidemias e grandes eventos - tudo a partir de informações encontradas nos arquivos do jornal norte-americano.
Com um currículo de causar inveja a muitos, Kira entrou na faculdade com apenas 15 anos de idade e recebeu seu Ph.D. em Ciência da Computação aos 26. Ela também aparece na lista dos 35 maiores inventores com menos de 35 anos, realizado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), que já incluiu nomes como Mark Zuckerberg, Larry Page e Sergey Brin.
Através do algoritmo, a cientista afirma ter previsto a primeira epidemia de cólera em muitos anos, as primeiras revoltas da Primavera Árabe e outros eventos mundiais que foram destaques do NYT. “Se uma tempestade surge dois anos depois de uma seca, poucas semanas depois [da enchente], a probabilidade de um surto de cólera é enorme, especialmente em países com baixo PIB e baixa concentração de água limpa”, exemplificou Kira ao site Fast Company.
Ela explica que, além do arquivo do jornal, o algoritmo também compila informações de redes sociais como o Twitter e até da Wikipédia. Os dados são processados para extrair padrões de causa e efeito que podem ser usados para prever eventos futuros.
Segundo Kira, tudo começou em 2007, quando brincava com o Google Trends (ferramenta do Google que mostra os mais populares termos buscados em um passado recente). Ela descobriu que podia prever um pouco do que as pessoas iriam procurar no buscador, com base em notícias de acontecimentos mundiais recentes. “Em seguida, ela se perguntou se poderia adaptar este mecanismo para prever, com mais probabilidade, outros fenômenos.”
Por agora, a israelense trabalha com o co-diretor do laboratório de pesquisa da Microsoft, Eric Horvitz, para aperfeiçoar a tecnologia. Segundo eles, a taxa de precisão está entre 70% e 90%. “Ele dá probabilidade, não uma certeza”, ressalta a cientista.
Fonte: InfoMoney – qua, 11 de dez de 2013 11:36 BRST

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Olá, pessoal!

Já pararam um pouquinho pra prensar na revolução que representam as impressoras 3D? Há quem pense que apenas com alta tecnologia é possível fabricá-las, mas há quem goste de quebrar os paradigmas, como esse cara aí embaixo. Boa leitura e, quem sabe, novas ideias?!
impressora 3D já se revelou grande aliada do presente e do futuro. Além de ajudarcrianças com deficiência  e animais machucados, também facilitará jornadas mais ousadas ao espaço, se depender da Nasa.
Com essa visão, o africano Kodjo Afate Gnikou se empenhou para construir uma impressora 3D com lixo eletrônico. E não é que o projeto foi bem sucedido?! Com U$ 100 e partes de equipamentos digitais que já não funcionavam mais, ele construiu um modelo que pode ajudar seu país de origem, o Togo.
O descarte de aparelhos e componentes eletrônicos é um dos problemas mais graves do mundo. Além de promover a reciclagem desses materiais, Kodjo torna a impressora 3D mais economicamente acessível (no mercado americano, você não consegue por menos de alguns milhares de dólares).
A ideia genial do africano vem de sua experiência no grupo WoeLab, na cidade de Lomé, que reúne hackers que querem tornar possível um projeto de expedição para Marte com aparelhos feitos a partir do lixo eletrônico. Para que esse projeto dê certo, o sucesso da impressora 3D é crucial.
Mas claro que as vantagens do trabalho de Kodjo vão muito além da realização da talviagem espacial. De acordo com informações da página de crowdfunding em que o projeto foi anunciado – e totalmente financiado!  –, ele pretende “colocar a tecnologia à disposição de pessoas carentes, tornando possível que a África não seja apenas espectadora, mas protagonista nessa revolução industrial virtuosa”.
Dar uma segunda vida aos objetos não só diminui o lixo e o desperdício, como também contribui para a economia, a qualidade de vida de terceiros e a conservação da natureza. Vale a pena entrar nessa!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Cicatrizes do cometa Shoemaker-Levy em Júpiter




Entre os dias 16 e 22 de julho de 1994, mais de 20 fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9 colidiram com o planeta Júpiter. O violento impacto foi acompanhado por centenas de observadores ao redor do mundo e diversas imagens foram registradas, tanto por astrônomos amadores como profissionais, mas nenhuma se compara a esta, feita pelo telescópio Hubble.

A imagem apresenta nitidez impressionante e revela as enormes cicatrizes deixadas pelos impactos do cometa sobre o hemisfério sul do gigante gasoso. Os impactos resultaram em diversas cicatrizes negras na atmosfera joviana, além de elevarem colunas de gás a milhares de quilômetros de altitude e formarem bolhas de gás de centenas de graus Celsius.

Estima-se que os fragmentos tinham aproximadamente 2 quilômetros de diâmetro e atingiram o planeta a 60 km/seg.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Meteorito marciano rico em água é achado no Saara


Um meteorito com mais de 2 bilhões de anos, descoberto recentemente na Terra, difere de todos os encontrados até agora por ser rico em água e ser parecido com as rochas de Marte analisadas pelas sondas da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), segundo estudo publicado nesta sexta-feira (4) na revista Science.
Apelidado de "beleza negra", o objeto com 320 gramas e do tamanho de uma bola de beisebol foi encontrado em 2011 no Saara, deserto no norte da África.
"A rocha basáltica - de origem vulcânica - contida neste meteorito é similar à composição da crosta marciana ou da parte superior do manto de Marte", explicou Carl Agee, da Universidade de Novo México, no sudoeste dos Estados Unidos, um dos co-autores da pesquisa.
"Nossas análises dos isótopos do oxigênio mostram que este meteorito, denominado NWA [noroeste da África] 7034, é diferente de todos os demais, visto que sua formação química corresponde à formação do solo de Marte e às interações com a atmosfera do planeta vermelho", acrescentou.
Água e atmosfera de Marte
Segundo o cientista, a abundância de moléculas de água neste meteorito - com cerca de 600 partes por milhão, ou seja, dez vezes mais do que em outros meteoritos marcianos conhecidos - faz pensar que estava na superfície de Marte há 2,1 bilhões de anos.
A água poderia vir de uma fonte vulcânica de um aquífero próximo à superfície, o que faz pensar que uma atividade aquosa persistiu na superfície de Marte durante o começo da era Sideriana (Amazoniana). Além disso, o "beleza negra" também pode ser considerado raro devido o resultado de sua interação com a atmosfera do planeta vermelho.
"Nossas análises de carbono mostram igualmente que o meteorito sofreu uma segunda transformação na superfície de Marte, que explica a presença de macromoléculas de carbono orgânico", revelou Andrew Steee, do Instituto Canergie (EUA) e co-autor do estudo.
Para Stee, "trata-se do meteorito marciano mais rico geoquimicamente já encontrado, e as análises que foram realizadas provavelmente vão revelar outras surpresas".
Meteoritos
Já foi encontrada, até agora, uma centena de meteoritos de origem marciana. Os meteoritos de origem de Marte e da Lua são raros; a maioria provém do cinturão de asteroides, uma região do Sistema Solar situada entre Marte e Júpiter.
Em 2012 foram registrados mais de 42 mil meteoritos, um número que aumenta em cerca de 1.500 casos ao ano, segundo dados da Meteoritical Society.
A sonda Curiosity, da Nasa, está desde agosto do ano passado na cratera Gale, que fica no equador marciano, para determinar se o planeta vermelho foi propício para a vida microbiana.

Buraco negro absorve planeta 14 vezes maior que Júpiter

Um grupo de astrofísicos detectou um planeta com uma massa de pelo menos 14 a até 30 vezes maior que a de Júpiter e que foi absorvido por um buraco negro em uma galáxia situada a 47 milhões de anos-luz da via Láctea, informou nesta terça-feira a Universidade de Genebra.

Os cientistas notaram um sinal luminoso que vinha de um buraco negro situado no centro da galáxia NGC 4845, cuja massa é 300.000 vezes superior à do Sol. O buraco estava 'adormecido' há mais de 30 anos, segundo a Universidade em um comunicado.

"Foi uma observação totalmente inesperada em uma galáxia que esteve tranquila durante ao menos 20 ou 30 anos", afirmou Marek Nikojuk, da Universidade de Bialystok, na Polônia, o principal autor de um artigo publicado na revista "Astronomy & Astrophysics", em declarações difundidas pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Segunda a revista, o buraco negro demorou três meses para desviar o planeta de sua trajetória e absorver 10% de sua massa total. O resto permaneceu em órbita.

O satélite europeu INTEGRAL, com o qual também colaboram a Nasa e a Rússia, tornou possível esta observação.



Fonte:http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2013/04/02/buraco-negro-absorve-planeta-15-vezes-maior-que-jupiter.htm#fotoNav=100

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nelson Mandela, A Luta pela Liberdade




Para a maioria das pessoas da minha espécie de idade, Nelson Mandela foi sempre um dos indiscutíveis mocinhos. Como Martin Luther King e Ghandi, ele foi apropriado por todos, elogiado por todos, usado por todos para todos e todas as causas. Ele era e é considerado um grande homem que mudou o mundo. Ele foi e fez, mas é importante lembrar que nem sempre foi como ele foi percebido. Apenas 30 anos atrás, ele foi considerado um terrorista pelos governos da África do Sul, EUA e Reino Unido. O político que estamos considerando mudar o nome de tudo, desde torradeiras aos aeroportos depois, Maggie Thatcher, estava entre aqueles que consideravam o ANC uma organização terrorista. Ele foi odiado e ele temia. Nelson Mandela nunca se considerou um grande homem. Ele foi bastante insistente que não me lembro dele como "um grande homem." "Eu não acho que há muito a história pode dizer sobre mim." Ele disse: "Eu só quero ser lembrado como parte desse coletivo." A forma como fazemos revolucionários e ativistas seguro para aqueles de nós com o poder é muito semelhante. Nós areia fora de qualquer coisa que possa nos desafiar, como a ideia de que o terrorismo econômico pode algum dia ser justificada, ou que os bons homens podem participar ruim para causas honrosas. Esquecemo-nos da oposição enfrentaram por pessoas como nós, tanto quanto possível. E, então, elevá-los acima de todos os outros, transformá-los de líderes condenados trabalhando duro para Heroes. Para semi-deuses. Para Grandes Homens. Em suma, transformá-los em Elite, e esquecer os milhares e milhões de homens e mulheres sem nome que marcharam e lutaram e foram presos. Os progressos alcançados pela África do Sul, do apartheid para a igualdade, do ódio ao reconciliação, tem uma muito a ver com Mandela, mas um pedaço de um monte mais a ver com esses milhões de pessoas. Quando elevamos Mandela, tentamos corrigir o progresso de uma nação em um homem, e ao fazê-lo tentar controlá-la, para torná-lo apto nosso paradigma. Isso resulta em uma narrativa que coloca negros sul-africanos mais uma vez como pessoas brancas passiva, dependente de alguns líderes e nós, e incapaz de agência externa que. Talvez hoje não é o dia para estar falando sobre isso. Talvez hoje seja o dia em que simplesmente se lembrar do homem bom e cheio de Deus, que estava apaixonado, não-comprometimento com a justiça e sofreu por uma boa causa. Mas com tanto trabalho a ser feito em todo o mundo, com tanta injustiça em nossas ruas e em nossas casas, ele se sente mal quase a deixar um momento passar sem lembrar o que o próprio homem estava tão interessado em nós para lembrar. Ele era parte desse coletivo que estavam lado a lado com os oprimidos, um coletivo de milhões de pessoas em todo o mundo que se recusaram a tolerar a injustiça em sua casa, em sua nação, em seu mundo. Ele fazia parte de um coletivo que antecedeu e postecipadamente ele, e vai durar enquanto houver pessoas dispostas a aceitar a desumanidade do homem para o homem. Que motivo é que vamos olhar para trás em 30 anos e ser confusos a respeito de quem poderia se opor a isso? O terrorista ou uma figura politicamente inaceitável vamos glorificar nos próximos anos? O que assusta aqueles de nós, inclusive eu, com o poder neste mundo, que se sentam confortavelmente à noite e muitas vezes deixamos de agir pela justiça para nossos semelhantes? Que injustiça posso esquecer que eu possa ser um pouco mais confortável durante a noite? Onde está a justiça e o direito sacrificado para conforto e facilidade?